domingo, 7 de março de 2010

Como Manter o Macbook Pro Ligado com o flip fechado

Deixar o torrent ligado.
Ver um filme com o mac "fechado".
Deixar um código compilando.
Fazer com que a maldita luzinha "piscante" nao te tire o sono.
Fechar o LCD e não desligar - SOMENTE QUANDO ENERGIA ESTIVER LIGADA.

Eis a solução em 3 passos:

1 - Baixe o InsomniaX de http://www.macupdate.com/info.php/id/22211 , descompacte, instale e inicie (lá do Aplicativos).
2 - clique no botão Insomnia (lá na direita em cima) -> enable Insomnia
3 - clique no botão Insomnia (lá na direita em cima) -> preferences -> Load on AC

Fim! Seu MAC só desligará se você fechar o Flip com a energia Desligada.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Funcionários da Fé

Estou lendo uma bela obra de H.L. Mencken e não pude deixar de transcrever ao menos este capítulo!

FUNCIONÃRIOS DA FÉ
    Nenhuma outra categoria parece tão apinhada de falsas suposições como as que cercam os reverendíssimos padres e pastores, nossos legítimos delegados junto ao Trono da Graça. Começo imediatamente por um exemplo crasso: a suposição de que os clérigos são necessariamente religiosos. Obviamente, esta suposição é vastamente alimentada, até pelos próprios clérigos. O mais irreverente de todos nós, na presença de um funcionário da fé, adota uma atitude grave. Eu próprio sou dado a criticar livremente a Divina Providência, mas, na companhia do superior de minha paróquia, mesmo no Biertische, reduzo minhas reprovações ao nível de um educado resmungo. É porque o conheço muito bem, para acreditar que haja nele um tico de piedade. Na realidade, ele é muito menos pio do que um honesto americano médio, e duvido seriamente que as bruxarias a que ele se entrega como profissional no dia-a-dia lhe despertem qualquer emoção mais sublime do que o enfado. Já o ouvi rezar pelo Presidente e pelo Congresso, pelos pagãos e pela chuva, mas nunca o ouvi rezar por si mesmo. Não obstante, a suposição pública de que ele é altamente devoto, da qual discordo, é que colore nossas relações e o impede de ouvir algumas de minhas mais profundas e inteligentes observações.
    Tudo que se precisa para expor o vazio desta velha ilusão é considerar a cadeia de causas que leva um jovem a se ordenar padre ou pastor. Será, por exemplo, apenas um irresistível impulso religioso que o leva a estudar exegese, oratória sacra e aprender grego para ler o Novo Testamento -ou haverá um motivo bem diferente? Acredito nesta segunda hipótese, e que este motivo bem diferente pode ser descrito rapidamente como um desejo de brilhar no mundo com um mínimo de esforço. O jovem teólogo costuma ser um sujeito ambicioso, mas meio preguiçoso, e, se ele estuda teologia em vez de osteopatia, marketing ou advocacia, é porque a teologia lhe oferece um atalho muito mais conveniente para o respeito público -além de lhe garantir um emprego.
    As ciências sacras podem parecer uma penca de nonsenses, mas pelo menos têm a grande virtude de abreviar a escalada rumo à segurança. O médico recém-formado passa os primeiros anos pastando --ou trabalha quase de graça ou tem de contentar-se com os refugos deixados por colegas mais velhos. O jovem advogado, a menos que goze de boas influências ou sofra de completa atrofia da consciência, quase sempre está a um passo da fome. Mas o jovem divino já está a salvo no momento em que é ordenado; sua popularidade entre os impolutos fiéis será talvez até maior naquele momento do que no futuro. Sua sobrevivência é assegurada instantaneamente. De uma tacada só, ele se torna uma pessoa de respeito e importância, eminente em sua comunidade, tratado com deferência até por aqueles que questionam a sua magia, e vaga e agradavelmente temido pelos que acreditam nele.
    Esteja certo de que esses fatos não passam ao largo do tipo de jovem ambicioso que descrevi. Alguns desses jovens enxergam longe e possuem até uma certa capacidade de raciocínio. Eles observam os nove filhos do sargento da polícia local: um deles é um pastor protestante de 25 anos, com uma bela casa para morar, convites para todas as festas de aniversário na região e tempo de sobra para se divertir nas tardes de '. verão; já seus oito irmãos lutam desesperadamente para sobreviver, como carregadores de mudanças, consertadores de telhados ou motoristas de ônibus. Estes também observam o jovem pastor, desfilando em seu Ford sedan entre as mulheres da cidade enquanto seus maridos administram uma fazenda distante. Além disso, o jovem pastor tem direito a um colarinho branco engomado, uma sólida galinha assada em seu estômago e seu nome no jornal local todos os dias. Em comparação a ele, só uma louca se casaria com um vendedor de apólices -mas o jovem clérigo, se quiser, terá um harém a sua disposição. Mesmo que seja celibatário, as moças o banharão de sorrisos; na verdade, quanto mais celibatário, mais atenção receberá delas. Não admira que seus privilégios e imunidades propaguem o pecado da inveja. Não admira também que ainda haja candidatos ao santo sudário, apesar do vasto crescimento do ateísmo entre nós.
    Os deveres diários de um profissional de Deus não têm nada a ver com religião. São basicamente de natureza social ou comercial. Supondo-se que ele trabalhe, este trabalho será o de um gerente-geral de uma corporação em dificuldades financeiras e dividida por facções entre os acionistas. Seu blablablá especificamente teológico é de natureza monótona e repetitiva e o desgosta poderosamente, assim como um cirurgião se deprime diante de uma sucessiva extração de furúnculos. O religioso se livra da exaltação espiritual reduzindo-a a uma formalidade oca, assim como o político manda às favas o patriotismo, ou uma mulher se desilude com o amor. Ele se torna, aos poucos, insensível à religião e, por fim, quase hostil a ela. Um bispo que se ajoelhasse espontaneamente e rezasse a Deus provocaria quase tanto escândalo como se subisse ao púlpito vestido de maiô. A piedade dos eclesiásticos, em tais altos níveis, torna-se inteiramente teórica. O servo de Deus foi alçado para tão perto dos santos e tornou-se tão íntimo do funcionamento interno da maquinaria divina que toda a sua capacidade de admiração e espanto já saíram por seus poros. Ele suporta tanto uma autêntica experiência religiosa quanto um veterano maquinista de teatro consegue rir da mesma piada todas as noites. Ê melhor, talvez, que seja assim. Se os clérigos superiores fossem realmente religiosos, alguns de seus próprios sermões e epístolas pastorais os deixariam mortalmente amedrontados.

  -- O Livro dos Insultos - H.L. MENCKEN - 1924.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Documentaçao em C para doxygen

A varios anos atras, quando comecei a programar, lembro-me que logo (aonde trabalhava, Dauphin na epoca) tive que começar a documentar os codigos, pois iria ser gerada a documentaçao posteriormente, portanto tinhamos que seguir algumas regrinhas para documentar.
Se foi gerado ou nao, nao soube, mas acontece que por fim eu nunca tive que gerar na mao a tal documentacao, mesmo sempre defendendo a necessidade de existencia da mesma.
Assim, fiz uma breve pesquisa sobre como identar em C para o doxygen, e eis um documento explicativo sobre o caso (Uma modificaçao de uma versao anterior, que nao lembro aonde nem quando redigi):
Documentacao

Grande abraço a todos

Diego


Diego

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Debruce-se somente além de seus limites

"Em qualquer momento, o crescimento de um homem é optimizado se ele se debruça somente alem de seu limite, sua capacidade, seu medo. Ele deve nao ser tão medroso, alegremente estagnando na zona de segurança e conforto. Nem deve passar muito além dos seus limites, estressando a si mesmo desnecessariamente, incapaz de metabolizar sua experiência. Ele deve se debruçar somente ligeiramente além de seu limite do medo e desconforto. Constantemente. Em tudo que ele faz." - David Deida
Estou lendo esta grande obra "O caminho do homem superior", de David Deida . Não pude deixar de traduzir este pequeno capítulo. Acima, somente a sitação inicial.
Leia a tradução do capítulo completo (2 paginas) em: http://docs.google.com/Doc?id=dgwgq5zv_98f3rpcdgg
O centro, o ponto de equilíbrio... sem estagnação. É aonde devemos viver :)
Espero que gostem!

[Obra de uma boa noite de insônia...]

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Como funciona o endereçamento Little Endian

No artigo anterior ( C & Assembly - Procedure Call - Procedimento de Chamada), deixei uma dúvida em uma área um tanto complicada, para quem está começando.
Aqui teremos $esp apontando novamente para 0xc0000000 e teremos no registrador $eax o valor 0x00000001.
Note que o processador trata de forma diferente os números: Ao inves de ser "0x00000001", como nós, seres humanos tratamos, o processador calcula de forma inversa. Isto é o que chamamos de Little Endian e Big Endian, a arquitetura x86 (PC) sempre usa Little Endian (a forma invertida). Outros processadores, como os da SUN utilizam Big Endian.
Para nao nos confundirmos, trataremos todos os endereços pela forma HUMANA, ox00000001. O Gdb, quando pedimos para mostrar a memoria, já trata de inverter de 4 em 4, para ficar mais "humana" a leitura.
Somente aviso que na verdade o número está invertido, pois, se olhares um binário por um hexedit, notarás que aonde existem números, eles estão "invertidos".
Para explicar melhor, criei um artigo em específico.
Boa leitura :)

http://docs.google.com/Doc?id=dgwgq5zv_78f359gp

Vida Longa e prospera!
Dúvidas, por favor, perguntem :]

sábado, 17 de novembro de 2007

Organização do "blog"

Pessoalmente, não me agradou muito a engine de escrita do blogger.
Creio que estão no caminho, porém, ainda parece-me muito pouco "profissional".
Começando pela resolução, que ou você é um designer de WEB e mexe no HTML, ou está fardado aos 800x600 - que não conheço mais nenhum ser que use essa resolução.
Assim, a partir de agora, meus artigos ficarão no Google Docs, sempre apontados através do blog.
Menos poluição aqui, mais facilidade de leitura lá.
Caso alguém tenha alguma dificuldade para acessar algum material, por favor, avise :)

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

C & Assembly - Procedure Call (Procedimento de Chamada)

Acredito que todo programador de C/C++ que pretende ter grande conhecimento em debugging necessita chegar ao assembly. Assim, aqui vai a base do entendimento de assembly, pré-supondo que o leitor saiba programar em C.
Neste primeiro artigo explicarei basicamente como funciona o Assembly e o procedimento de chamada de funções, pois sinto que é o ponto de união mais simples entre a lógica de um programador de C/C++ e a lógica em assembly. Logo farei um post explicando as instruções mais utilizadas no assembly, para facilitar também aqueles que desejarem tomar a Pílula Vermelha (ou seja, programar e/ou debugar um pouco mais afundo em assembly).
Utilizarei o GDB (Gnu Debugger) para exemplificar as funcionalidades, creio que isto trará a teoria quase a prática, já que qualquer um pode usar e testar em casa. Os exemplos serão em Linux, pois é o S.O. (Sistema Operacional) que utilizo, mas, funcionam perfeitamente em qualquer outro sistema.
Para os iniciantes em Assembly, deixo claro que não existem grandes diferenças entre trabalhar com Assembly em Linux, Windows, FreeBSD ou seja lá o que for. Ao menos não para o que colocamos neste tutorial. O que pode mudar é referente ao processador, que consideramos aqui somente x86 (Intel, Athlon, core2duo, etc..)
Leia o artigo completo em:
http://docs.google.com/Doc?id=dgwgq5zv_716sxkzj

Vida Longa e Prospera!